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	<title>Ambiarte</title>
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	<description>O Meio Ambiente na Literatura e na Arte</description>
	<pubDate>Sun, 13 Apr 2008 22:44:52 +0000</pubDate>
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	<language>pt-br</language>
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		<title>O Guardador de Rebanhos</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Apr 2008 22:26:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Afonso Escosteguy</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Fernando Pessoa]]></category>

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		<description><![CDATA[Fernando Pessoa dispensa apresentações. Se vivo estivesse, certamente teria vários blogs, um para cada um de seus heterônimos. A cena, por ele mesmo descrita em carta a Adolfo Casais Monteiro, seria bastante diferente: &#8220;acerquei-me de uma cómoda alta, e, tomando um papel, comecei a escrever, de pé, como escrevo sempre que posso&#8220;.  Um pouco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><img src="http://ambiarte.files.wordpress.com/2008/04/pessoa.gif?w=159&h=236" alt="" hspace="20" vspace="10" width="159" height="236" align="left" />Fernando Pessoa dispensa apresentações. Se vivo estivesse, certamente teria vários blogs, um para cada um de seus heterônimos. A cena, por ele mesmo descrita em <a href="http://www.pessoa.art.br/?p=24" target="_blank">carta a Adolfo Casais Monteiro</a>, seria bastante diferente: &#8220;<em>acerquei-me de uma cómoda alta, e, tomando um papel, comecei a escrever, de pé, como escrevo sempre que posso</em>&#8220;.  Um pouco incômodo  digiatar poesias em pé, frente a um computador. Ou talvez não, para quem, como ele, conseguia incorporar vidas diferentes.</p>
<p style="text-align:justify;">O fato é que, nessa carta, ele descreve como nasceu Alberto Caeiro, um &#8220;ambientalista&#8221;, mas não um ambientalista preocupado com a conservação do meio ambiente e, sim, um poeta que apenas sente a natureza. E desse sentir nasce o que nos falta: o sentimento de pertença.</p>
<p style="text-align:justify;">Relata Pessoa na carta:</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;<em>Ano e meio, ou dois anos depois, lembrei-me um dia de fazer uma partida ao Sá-Carneiro - de inventar um poeta bucólico, de espécie complicada, e apresentar-lho, já me não lembro como, em qualquer espécie de realidade. Levei uns dias a elaborar o poeta mas nada consegui. Num dia em que finalmente desistira - foi em 8 de Março de 1914 - acerquei-me de uma cómoda alta, e, tomando um papel, comecei a escrever, de pé, como escrevo sempre que posso. E escrevi trinta e tantos poemas a fio, numa espécie de êxtase cuja natureza não conseguirei definir. Foi o dia triunfal da minha vida, e nunca poderei ter outro assim. Abri com um título, <strong><a href="http://www.pessoa.art.br/?p=609" target="_self">O Guardador de Rebanhos</a></strong>. E o que se seguiu foi o aparecimento de alguém em mim, a quem dei desde logo o nome de <a href="http://www.pessoa.art.br/pessoa/?p=16" target="_self">Alberto Caeiro</a>. Desculpe-me o absurdo da frase: aparecera em mim o meu mestre. Foi essa a sensação imediata que tive.</em>&#8220;</p>
<p style="text-align:justify;"><em>O Guardador de Rebanhos</em> é um conjunto de  39 poemas, escritos entre 1912 e 1914. Vai render diversos posts mas, por hora, fico com um que bem espelha essa sensação de simpesmente &#8220;ser&#8221; junto com a natureza. Quem sente assim jamais destruiria a natureza, pois estaria destruindo a si mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">Rios são algo muito particular na vida das pessoas. Ao menos eram, quando não estavam poluídos. Quando era criança e nadava no Guaíba (mais tarde elevado a categoria de &#8220;Lago&#8221;), tinha a mesma sensação que Caeiro. Era o rio da minha aldeia. Hoje, já não posso dizer que <em>O rio da minha aldeia não faz pensar em nada</em>, pois faz pensar em quão poluído está e em que não poderei levar minha filha para tomar banho nele, como meu pai me levava.</p>
<p style="text-align:justify;">É isso que estão fazendo conosco: todos os meus antepassados (desde o primeiro, lá por volta dos 1600), nadaram nos rios das suas aldeias. Eu nadei. Minha filha não nadará; seus filhos e netos, a continuar assim, talvez sequer conheçam um rio.  É bom reler Caeiro:</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;<em>O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,<br />
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia<br />
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia. (…)<br />
O Tejo desce de Espanha<br />
E o Tejo entra no mar em Portugal.<br />
Toda a gente sabe disso.<br />
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia<br />
E para onde ele vai<br />
E donde ele vem.<br />
E por isso, porque pertence a menos gente,<br />
É mais livre e maior o rio de minha aldeia.<br />
Pelo Tejo vai-se ao Mundo.<br />
Para além do Tejo há a América<br />
E a fortuna daqueles que a encontram.<br />
Ninguém nunca pensou no que há para além<br />
Do rio da minha aldeia.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>O rio da minha aldeia não faz pensar em nada<br />
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.</em>&#8220;</p>
<p style="text-align:justify;">Esse post foi uma sugestão da <a href="http://www.hsw.com.br/" target="_blank">Clarrissa Ramos</a>, xará da minha <a href="http://condessa.wordpress.com" target="_blank">Condessa</a>.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ambiarte.wordpress.com/13/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ambiarte.wordpress.com/13/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ambiarte.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ambiarte.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ambiarte.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ambiarte.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ambiarte.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ambiarte.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ambiarte.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ambiarte.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ambiarte.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ambiarte.wordpress.com/13/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambiarte.wordpress.com&blog=3236920&post=13&subd=ambiarte&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>A Floresta</title>
		<link>http://ambiarte.wordpress.com/2008/04/06/a-floresta/</link>
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		<pubDate>Sun, 06 Apr 2008 03:13:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Afonso Escosteguy</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Vinícius de Moraes]]></category>

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		<description><![CDATA[Vinícius de Moraes, o poetinha, é mais conhecido por suas letras e músicas. No dizer de Wilson Martins, em texto para o &#8220;Jornal de Poesia&#8220;, &#8220;Em termos estritamente literários e  			até biográficos, sua carreira foi, de certo modo, invertida,  			passando pelas mutações assinaladas por José Castello: de poeta para  			músico popular, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img src="http://ambiarte.files.wordpress.com/2008/04/vinicius.gif" alt="" hspace="20" vspace="10" align="left" /><a href="http://www.viniciusdemoraes.com.br/" target="_blank">Vinícius de Moraes</a>, o poetinha, é mais conhecido por suas letras e músicas. No dizer de Wilson Martins, em texto para o &#8220;<a href="http://www.revista.agulha.nom.br/poesia.html" target="_blank">Jornal de Poesia</a>&#8220;, &#8220;<em>Em termos estritamente literários e  			até biográficos, sua carreira foi, de certo modo, invertida,  			passando pelas mutações assinaladas por José Castello: de poeta para  			músico popular, e de músico popular para showman, num plano  			inclinado de conseqüências perversas. A popularidade do último  			período, no bom e no mau sentido da palavra, obliterou por completo  			o poeta e sua obra, concentrando o interesse e respectiva  			celebridade nas atividades efêmeras do espetáculo</em>&#8220;.</p>
<p>Pois é na fase &#8220;poeta&#8221;, ainda jovem, que publica, em 1933, seu primeiro livro, <em>O Caminho para a Distância</em>.  Nele encontra-se o poema <em>A Floresta</em>, onde Vinícius descreve, em meio a<img src="http://ambiarte.files.wordpress.com/2008/04/liv_1vinicius.jpg" alt="" hspace="10" vspace="10" align="right" /> tantas impressões de uma natureza exuberante,  algo que talvez muitos hoje em dia não  conheçam: &#8220;<strong>um gosto saboroso / De folha verde e nova e seiva bruta</strong>&#8220;.</p>
<p><strong><em>A floresta</em></strong></p>
<p class="texto3">Sobre o dorso possante do cavalo<br />
Banhado pela luz do sol nascente<br />
Eu penetrei o atalho, na floresta.<br />
Tudo era força ali, tudo era força<br />
Força ascencional da natureza.<br />
A luz que em torvelinhos despenhava<br />
Sobre a coma verdíssima da mata<br />
Pelos claros das árvores entrava<br />
E desenhava a terra de arabescos.<br />
Na vertigem suprema do galope<br />
Pelos ouvidos, doces, perpassavam<br />
Cantos selvagens de aves indolentes.<br />
A branda aragem que do azul descia<br />
E nas folhas das árvores brincava<br />
Trazia à boca um gosto saboroso<br />
De folha verde e nova e seiva bruta.<br />
Vertiginosamente eu caminhava<br />
Bêbado da frescura da montanha<br />
Bebendo o ar estranguladamente.<br />
Às vezes, a mão firme apaziguava<br />
O impulso ardente do animal fogoso<br />
Para ouvir de mais perto o canto suave<br />
De alguma ave de plumagem rica<br />
E após, soltando as rédeas ao cavalo<br />
Ia de novo loucamente à brisa.</p>
<p>De repente parei. Longe, bem longe<br />
Um ruído indeciso, informe ainda<br />
Vinha às vezes, trazido pelo vento.<br />
Apenas branda aragem perpassava<br />
E pelo azul do céu, nenhuma nuvem.<br />
Que seria? De novo caminhando<br />
Mais distinto escutava o estranho ruído<br />
Como que o ronco baixo e surdo e cavo<br />
De um gigante de lenda adormecido.</p>
<p>A cachoeira, Senhor! A cachoeira!<br />
Era ela. Meu Deus, que majestade!<br />
Desmontei. Sobre a borda da montanha<br />
Vendo a água lançando-se em peitadas<br />
Em contorsões, em doidos torvelinhos<br />
Sobre o rio dormente e marulhoso<br />
Eu tive a estranha sensação da morte.</p>
<p>Em cima o rio vinha espumejante<br />
Apertando entre as pedras pardacentas<br />
Rápido e se sacudindo em branca espuma.<br />
De repente era o vácuo embaixo, o nada<br />
A queda célere e desamparada<br />
A vertigem do abismo, o horror supremo<br />
A água caindo, apavorada, cega<br />
Como querendo se agarrar nas pedras<br />
Mas caindo, caindo, na voragem<br />
E toda se estilhaçando, espumecente.</p>
<p>Lá fiquei longo tempo sobre a rocha<br />
Ouvindo o grande grito que subia<br />
Cheio, eu também, de gritos interiores.<br />
Lá fiquei, só Deus sabe quanto tempo<br />
Sufocando no peito o sofrimento<br />
Caudal de dor atroz e inapagável<br />
Bem mais forte e selvagem do que a outra.<br />
Feita ela toda de esperança<br />
De não poder sentir a natureza<br />
Com o espírito em Deus que a fez tão bela.</p>
<p>Quando voltei, já vinha o sol mais alto<br />
E alta vinha a tristeza no meu peito.<br />
Eu caminhei. De novo veio o vento<br />
Os pássaros cantaram novamente<br />
De novo o aroma rude da floresta<br />
De novo o vento. Mas eu nada via.<br />
Eu era um ser qualquer que ali andava<br />
Que vinha para o ponto de onde viera<br />
Sem sentido, sem luz, sem esperança<br />
Sobre o dorso cansado de um cavalo.</p>
<p>Imagens e poema copiados do site oficial de <a href="http://www.viniciusdemoraes.com.br/" target="_blank">Vinícius de Moraes</a>, que vale a visita.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ambiarte.wordpress.com/10/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ambiarte.wordpress.com/10/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ambiarte.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ambiarte.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ambiarte.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ambiarte.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ambiarte.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ambiarte.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ambiarte.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ambiarte.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ambiarte.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ambiarte.wordpress.com/10/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambiarte.wordpress.com&blog=3236920&post=10&subd=ambiarte&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Duna - II</title>
		<link>http://ambiarte.wordpress.com/2008/03/30/duna-ii/</link>
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		<pubDate>Sun, 30 Mar 2008 03:31:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Afonso Escosteguy</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Frank Herbert]]></category>

		<category><![CDATA[Duna]]></category>

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		<description><![CDATA[ Frank Herbert tem sido considerado o primeiro escritor de ficção científica a considerar o tema
ecologia em suas obras. A par das questões políticas, econômicas e religiosas que servem de pano de fundo da história, a ecologia pode ser considerada, talvez numa leitura mais atual (não esqueçamos que Duna retrata uma época do nosso mundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify" lang="pt-BR"> <img src="http://www.dunenovels.com/images/frnkbrd.jpg" align="left" hspace="10" vspace="10" />Frank Herbert tem sido considerado o primeiro escritor de ficção científica a considerar o tema<br />
ecologia em suas obras. A par das questões políticas, econômicas e religiosas que servem de pano de fundo da história, a ecologia pode ser considerada, talvez numa leitura mais atual (não esqueçamos que Duna retrata uma época do nosso mundo onde as questões políticas – guerra fria -, econômicas – OPEP<sup>1</sup> e petróleo – e religiosas – Concílio Vaticano 2º - dominavam inteiramente o espaço público mundial) o ponto central da obra.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify" lang="pt-BR">O primeiro dos apêndices trata justamente da “Ecologia de Arrakis”. Abrindo o capítulo, lemos uma citação (tomada como se fosse de uma das personagens) que é quase a questão central da atual problemática envolvendo o meio ambiente e os seres humanos:</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify" lang="pt-BR">“<font color="#ff0000"><i>Além de um ponto crítico dentro de um espaço finito, a liberdade diminui à medida que os números crescem. Isso é verdadeiro para os seres humanos no espaço finito de um ecossistema planetário, assim como o é com relação as moléculas de um gás num frasco selado. A questão humana não é tanto quantos poderão sobreviver dentro do sistema, mas sim que tipo de existência será possível para aqueles que sobreviverem.</i></font>”</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify" lang="pt-BR">Somente agora, 40 anos passados, começamos a nos preocupar com  “<i>que tipo de existência será possível para aqueles que sobreviverem</i>”. A manter-se o atual ritmo de crescimento da população mundial, necessariamente a liberdade irá diminuir e, mesmo que não tenhamos “sobreviventes” - no sentido de gente que sobrou de alguma catástrofe ambiental – a qualidade de vida irá piorar.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" lang="pt-BR"> <img src="http://www.dunenovels.com/art/wsart08.gif" align="absmiddle" height="379" vspace="10" width="500" /></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify" lang="pt-BR">A pergunta central é: que tipo de existência queremos ter? E que gostaríamos que nossos descendentes tivessem? A resposta vai além do atual conceito de “sustentabilidade” – ser ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito - (e, por certo, muito além do tradicional conceito de “desenvolvimento sustentável”), pois, por exemplo, será socialmente justo estabelecer programas de controle da natalidade sem ferir a liberdade das pessoas em querer ter filhos?</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify" lang="pt-BR">Uma economia, nos moldes da que temos hoje em dia, para ser viável precisa de consumidores: quanto mais crianças, mais fraldas, mais&#8230;. e depois, quanto mais adolescentes, mais tênis, mais&#8230; e depois, quanto mais adultos, mais cigarros, etc&#8230; De outra forma, ser economicamente viável dentro do atual modelo, contraria todos os demais fatores que definem a sustentabilidade. Como resolver o conflito, quando sabemos que a economia é a base de tudo? Não haverá sociedade justa, cultura aceita e, menos ainda, ecologia correta, com esse modelo de economia.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify" lang="pt-BR">Estamos nos aproximando perigosamente do limite. E não vemos mostras de que mudaremos nossa economia&#8230; A literatura já nos avisava disso há 40 anos&#8230;</p>
<p><font size="1"><sup>1</sup>É o próprio Frank Herbert quem diz, <a href="http://www.dunenovels.com/news/genesis.html" target="_blank">nesse ensaio</a> (em inglês), que a CHOAM é a OPEP. O ensaio, titulado &#8220;Dune Genesis&#8221;, é muito interessante para quem quiser saber como nasce uma obra literária. Duna, no caso.</font></p>
<p><font size="1"> otografia de Frank Herbert lincada do <a href="http://www.dunenovels.com" target="_blank">site oficial de Duna</a>. O desenho, também do site, faz parte da galeria do artista <a href="http://www.siudmak.fr/" target="_blank">Wojciech Siudmak</a>.<br />
</font></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ambiarte.wordpress.com/7/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ambiarte.wordpress.com/7/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ambiarte.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ambiarte.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ambiarte.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ambiarte.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ambiarte.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ambiarte.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ambiarte.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ambiarte.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ambiarte.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ambiarte.wordpress.com/7/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambiarte.wordpress.com&blog=3236920&post=7&subd=ambiarte&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Duna - I</title>
		<link>http://ambiarte.wordpress.com/2008/03/24/duna-i/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Mar 2008 01:47:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Afonso Escosteguy</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Frank Herbert]]></category>

		<category><![CDATA[água]]></category>

		<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Pois é,
Livros  impressionam. Deixam marcas definitivas. O Senhor dos Anéis foi um deles. Muito antes de virar moda, pela trilogia cinematográfica. Tenho a primeira edição brasileira, de 1979, que li em 1982. Bem antes, como disse, de virar &#8220;cult&#8221;. Na época, foi a primeira vez que tomei contato com a palavra modorrento. Um ambiente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Pois é,</p>
<p>Livros  impressionam. Deixam marcas definitivas. O Senhor dos Anéis foi um deles. Muito antes de virar moda, pela trilogia cinematográfica. Tenho a primeira edição brasileira, de 1979, que li em 1982. Bem antes, como disse, de virar &#8220;cult&#8221;. Na época, foi a primeira vez que tomei contato com a palavra modorrento. Um ambiente modorrento, era o que descrevia Tolkien em certa passagem, no início da maravilhosa aventura dos Hobbits.</p>
<p>Mas não é sobre a Terra-Média, sobre o Condado ou Mordor - um mundo que era vivo - que pretendo escrever. Esse guardo para outros posts. Aproveito o dia mundial da água para escrever sobre outra obra que deixou marcas indeléveis. Uma obra que bem pode ser profética; que fala de um mundo que poderá ser a Terra daqui a não muitas gerações: Arrakis. Ou, DUNA!</p>
<p>Frank Herbert (&#8221;<i>detentor dos prêmios Nébula e Hugo, os mais importantes da categoria ficção científica nos Estados Unidos</i>&#8220;<sup>1</sup>), em Duna, &#8220;<i>narra a história de um estranho planeta que, em meio a intrigas políticas e religiosas, </i><b><i>se defronta com problemas ecológicos provocados pela escassez de água em sua superfície</i>.</b>&#8220;<sup>2</sup>. (negrito meu)</p>
<p>O livro foi escrito em 1965, quando a humanidade ainda engatinhava na preocupação com as questões de preservação do meio ambiente (uns poucos, a bem da verdade, já se preocupavam muito com essa questão, tanto que, sete anos após, aconteceu a Conferência de Estocolmo).</p>
<p>Há, já no início da história, um claro contraste entre o mundo de origem de Paul Atreides (Muad&#8217;Dib - personagem principal do livro), Caladan - um mundo como a nossa Terra, com oceanos e água abundante - e Arrakis, um mundo deserto, sem água, povoado por gente estranha que aguarda a vinda do messias. Mas não qualquer messias; não um messias que trará a vida plena no céu, mas um messias que trará a água de volta para Duna.</p>
<p>Os Fremen.</p>
<blockquote><p>&#8220;<i>- Já chegou a ver os Fremen?</i></p>
<p><i>- É como se não os tivesse visto. Há muito pouca coisa que os distinga do resto do povo mais pobre. Todos usam aqueles mantos longos e fedem horrivelmente em qualquer espaço fechado. É por causa daqueles  trajes que vestem. Chamam-nos trajes destiladores, que recuperam a água eliminada pelo corpo.</i></p>
<p><i>Paul engoliu em seco, percebendo subitamente  a umidade em sua boca, lembrando-se de ter sonhado com sede. Que pessoas pudessem ter tanta necessidade de água a ponto de reciclarem a própria umidade de seus corpos produzia nele um sentimento de tristeza. - A água é preciosa lá - disse.</i>&#8220;</p></blockquote>
<p>Autores de ficção científica têm o dom de &#8220;prever&#8221; o futuro. <b>Muitos erram, mas muitos acertam</b>&#8230;Tristeza dá em imaginar que precisaremos de trajes especiais&#8230;</p>
<p>David Lynch, em 1984, tranformou Duna em filme. Só posso dizer que não teria feito de outra forma. Segue um trecho do filme onde o contraste entre Caladan e Arrakis é patente:</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://ambiarte.wordpress.com/2008/03/24/duna-i/"><img src="http://img.youtube.com/vi/NYKzIMyXzpU/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>Na seqüência: Duna - II.</p>
<h6>Fonte: 1 e 2: contracapa da edição da Nova Fronteira, 1984.</h6>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ambiarte.wordpress.com/5/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ambiarte.wordpress.com/5/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ambiarte.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ambiarte.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ambiarte.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ambiarte.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ambiarte.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ambiarte.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ambiarte.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ambiarte.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ambiarte.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ambiarte.wordpress.com/5/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambiarte.wordpress.com&blog=3236920&post=5&subd=ambiarte&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Rugendas e o desmatamento</title>
		<link>http://ambiarte.wordpress.com/2008/03/21/rugendas-e-o-desmatamento/</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 01:23:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Afonso Escosteguy</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Rugendas]]></category>

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		<description><![CDATA[Por vezes esquecemos onde e quando tudo começou. A arte nem sempre é feita apenas para satisfação do autor. Serve, também, para registro histórico de épocas das quais não lembramos ou sequer conhecemos. É Rugendas quem nos lembra que o problema do desmatamento não é recente:

&#8220;Johann Moritz Rugendas (Augsburg, Alemanha 1802 - Weilheim, Alemanha 1858). [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Por vezes esquecemos onde e quando tudo começou. A arte nem sempre é feita apenas para satisfação do autor. Serve, também, para registro histórico de épocas das quais não lembramos ou sequer conhecemos. É Rugendas quem nos lembra que o problema do desmatamento não é recente:</p>
<p><img src="http://www.portalbaiadeguanabara.org.br/portal/imagens/rugendas2.jpg" align="middle" border="0" height="427" hspace="10" vspace="10" width="500" /></p>
<p><span class="style19">&#8220;<i>Johann Moritz Rugendas (Augsburg, Alemanha 1802 - Weilheim, Alemanha 1858). Pintor, desenhista, gravador. Desde criança, exercita o desenho e a gravura com o pai Johann Lorenz Rugendas II (1775 - 1826). Freqüenta o ateliê de Albrecht Adam (1786 - 1862), de 1815 até 1817, quando ingressa na Academia de Belas Artes de Munique. Incentivado pelos relatos de viagem dos naturalistas J. B. von Spix (1781 - 1826) e C. Fr. Ph. de Martius (1794 - 186 <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_cool.gif' alt='8)' class='wp-smiley' /> e pela obra de <a href="void(0);"><font color="#990000">Thomas Ender (1793 - 1875)</font></a>, vem para o Brasil em 1821, como desenhista documentarista da Expedição Langsdorff. Abandona a expedição em 1824, mas continua sozinho o registro de tipos, costumes, paisagens, fauna e flora brasileiros. Segue para Mato Grosso, Bahia e Espírito Santo e retorna ao Rio de Janeiro ainda no mesmo ano. Rugendas não realiza nenhuma pintura a óleo em sua primeira estada no Brasil, privilegia o desenho e ocasionalmente o colore à aquarela. De 1825 a 1828 vive entre Paris, Augsburg e Munique. Nesse período, dedica-se à publicação de sua obra <i>Voyage Pittoresque dans le Brésil</i>. Vai para a Itália em 1828, onde observa novas técnicas. O uso de cores e o esboço a óleo chamam sua atenção. Motivado pelo naturalista Alexander Humboldt (1769 - 1859), Rugendas viaja para o México em 1831, com projeto de viagem pela América com objetivo de reunir material para nova publicação. No México, começa a pintar a óleo, utilizando as técnicas assimiladas na Itália. A partir de 1834, excursiona pela América do Sul, passa pelo Chile, Argentina, Peru e Bolívia. Em 1845, chega ao Rio de Janeiro, onde retrata membros da família imperial e é convidado a participar da <a href="void(0);"><font color="#990000">Exposição Geral de Belas Artes</font></a>. No ano seguinte, parte definitivamente para a Europa. Em troca de uma pensão anual e vitalícia, cede sua coleção de desenhos e aquarelas ao Rei Maximiliano II, da Baviera.</i>&#8221; (<a href="http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_IC/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&amp;cd_verbete=928&amp;cd_item=1&amp;cd_idioma=28555" target="_blank">daqui</a>)</span></p>
<p>A pintura acima chama-se &#8220;Desmatamento&#8221; e foi feita por Rugendas em 1821.  (<a href="http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.portalbaiadeguanabara.org.br/portal/imagens/rugendas2.jpg&amp;imgrefurl=http://www.portalbaiadeguanabara.org.br/portal/a_historia.asp&amp;h=427&amp;w=550&amp;sz=19&amp;hl=pt-BR&amp;start=20&amp;um=1&amp;tbnid=7Se0lnfR5w_IbM:&amp;tbnh=103&amp;tbnw=133&amp;prev=/images%3Fq%3Drugendas%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26client%3Dfirefox-a%26rls%3Dorg.mozilla:pt-BR:official%26sa%3DN" target="_blank">daqui</a>) Retrata o início da devastação da Mata Atlântica.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ambiarte.wordpress.com/4/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ambiarte.wordpress.com/4/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ambiarte.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ambiarte.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ambiarte.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ambiarte.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ambiarte.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ambiarte.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ambiarte.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ambiarte.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ambiarte.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ambiarte.wordpress.com/4/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambiarte.wordpress.com&blog=3236920&post=4&subd=ambiarte&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Início</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Mar 2008 23:34:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Afonso Escosteguy</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Este blog é fruto de uma idéia que me ocorreu quando foram publicadas duas crônicas minhas, sobre meio ambiente, na Germina, Revista de Literatura e Arte, editada por Mariza Lourenço e Silvana Guimarães. Por sinal, é culpa da Mariza, pois submeti a idéia e ela aprovou.
O objetivo é comentar (sequer diria analisar, pois isso requereria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Este blog é fruto de uma idéia que me ocorreu quando foram publicadas <a href="http://www.germinaliteratura.com.br/2008/variedades_aescosteguy_mar2008.htm">duas crônicas </a>minhas, sobre meio ambiente, na <a href="http://www.germinaliteratura.com.br/index1.htm">Germina, Revista de Literatura e Arte</a>, editada por <a href="http://marizalourenco.blogspot.com/">Mariza Lourenço</a> e Silvana Guimarães. Por sinal, é culpa da Mariza, pois submeti a idéia e ela aprovou.</p>
<p>O objetivo é comentar (sequer diria analisar, pois isso requereria perícia, coisa que não tenho) sobre como os autores de literatura e artes em geral descrevem o meio ambiente em suas obras. Não há periodicidade deefinida. Assim que, assinem o feed.</p>
<p>E pra começar, nada como recordar um ícone da reunião de meio ambiente com literatura, a Canção do Exílio, de Gonçalves Dias:</p>
<p>Minha terra tem palmeiras,<br />
Onde canta o Sabiá;<br />
As aves que aqui gorjeiam,<br />
Não gorjeiam como lá.</p>
<p>Nosso céu tem mais estrelas,<br />
Nossas várzeas têm mais flores,<br />
Nossos bosques têm mais vida,<br />
Nossa vida mais amores.</p>
<p>Em cismar, sozinho, à noite,<br />
Mais prazer encontro eu lá;<br />
Minha terra tem palmeiras,<br />
Onde canta o Sabiá.</p>
<p>Minha terra tem primores,<br />
Que tais não encontro eu cá;<br />
Em cismar - sozinho, à noite -<br />
Mais prazer encontro eu lá.<br />
Minha terra tem palmeiras,<br />
Onde canta o Sabiá.</p>
<p>Não permita Deus que eu morra,<br />
Sem que eu volte para lá;<br />
Sem que desfrute os primores<br />
Que não encontro por cá;<br />
Sem qu&#8217;inda encontre as palmeiras,<br />
Onde canta o Sabiá.</p>
<p>Se alguém quiser colaborar e escrever sobre o tema, por favor entre em contato comigo: luizafonsoe@gmail.com.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/ambiarte.wordpress.com/3/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/ambiarte.wordpress.com/3/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ambiarte.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ambiarte.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ambiarte.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ambiarte.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ambiarte.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ambiarte.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ambiarte.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ambiarte.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ambiarte.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ambiarte.wordpress.com/3/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ambiarte.wordpress.com&blog=3236920&post=3&subd=ambiarte&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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