Rugendas e o desmatamento
Março 21, 2008 de Luiz Afonso Escosteguy
Por vezes esquecemos onde e quando tudo começou. A arte nem sempre é feita apenas para satisfação do autor. Serve, também, para registro histórico de épocas das quais não lembramos ou sequer conhecemos. É Rugendas quem nos lembra que o problema do desmatamento não é recente:

“Johann Moritz Rugendas (Augsburg, Alemanha 1802 - Weilheim, Alemanha 1858). Pintor, desenhista, gravador. Desde criança, exercita o desenho e a gravura com o pai Johann Lorenz Rugendas II (1775 - 1826). Freqüenta o ateliê de Albrecht Adam (1786 - 1862), de 1815 até 1817, quando ingressa na Academia de Belas Artes de Munique. Incentivado pelos relatos de viagem dos naturalistas J. B. von Spix (1781 - 1826) e C. Fr. Ph. de Martius (1794 - 186
e pela obra de Thomas Ender (1793 - 1875), vem para o Brasil em 1821, como desenhista documentarista da Expedição Langsdorff. Abandona a expedição em 1824, mas continua sozinho o registro de tipos, costumes, paisagens, fauna e flora brasileiros. Segue para Mato Grosso, Bahia e Espírito Santo e retorna ao Rio de Janeiro ainda no mesmo ano. Rugendas não realiza nenhuma pintura a óleo em sua primeira estada no Brasil, privilegia o desenho e ocasionalmente o colore à aquarela. De 1825 a 1828 vive entre Paris, Augsburg e Munique. Nesse período, dedica-se à publicação de sua obra Voyage Pittoresque dans le Brésil. Vai para a Itália em 1828, onde observa novas técnicas. O uso de cores e o esboço a óleo chamam sua atenção. Motivado pelo naturalista Alexander Humboldt (1769 - 1859), Rugendas viaja para o México em 1831, com projeto de viagem pela América com objetivo de reunir material para nova publicação. No México, começa a pintar a óleo, utilizando as técnicas assimiladas na Itália. A partir de 1834, excursiona pela América do Sul, passa pelo Chile, Argentina, Peru e Bolívia. Em 1845, chega ao Rio de Janeiro, onde retrata membros da família imperial e é convidado a participar da Exposição Geral de Belas Artes. No ano seguinte, parte definitivamente para a Europa. Em troca de uma pensão anual e vitalícia, cede sua coleção de desenhos e aquarelas ao Rei Maximiliano II, da Baviera.” (daqui)
A pintura acima chama-se “Desmatamento” e foi feita por Rugendas em 1821. (daqui) Retrata o início da devastação da Mata Atlântica.
bela e oportuna iniciativa, Afonso.
grata pela parte que me toca.
vida longa ao Ambiarte.
abraço.
mariza lourenço
Bela iniciativa! Sucesso! gostaria de poder ter mais tempo para dar conta de tantos projetos. Mas, vou usar sua pesquisa em minhas aulas, tá legal! Gostei do Gonçalves Dias,hehe.
abraço,garoto